sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Ingenuidade



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Viver é uma delícia, mas pra viver é preciso crescer. E crescer... Dói!

Dilacera a carne, os sonhos, a alma, e nada é mais doloroso que a dilaceração da alma.

Imagino o amadurecimento como um treino de musculatura... Você precisa forçar o rompimento dos músculos para que eles se regenerem e fiquem mais fortes, alguma semelhança com a realidade?

O crescimento significa a morte de sua ingenuidade é o momento em que abrimos os olhos pra vida e pra tudo que nos cerca, as decepções e dores tiram a venda dos contos de fadas e acordamos então em uma nova realidade, é uma queda... Que você pode decidir se trata-se de um abismo ou se é simplesmente uma nova perspectiva.

Algumas pessoas nunca 'acordam', passam a vida com um EU inventado e adaptado a qualquer outro eu, se esgueirando por entre as sombras e fantasiando uma realidade que não existe, anulando a sí e a tudo o que acredita... 

A auto-anulação é tão nociva a saúde, que uma pessoa cheia de vida e sonhos é capaz de se tornar mais um zumbi entre a sociedade, existem pessoas que se anulam de tal forma que sentem um vazio de si mesmas, como um abismo em si.

Pessoas que ao invés de buscar no seu proprio eu a completitude buscam em outros aquilo que não são capazes de proporcionar a si mesmo.

Chegam então as depressões, as tristezas, as angústias... E a pegunta que nos fazermos sempre é: "Porque?" nunca 'sabe' responder os motivos de todos estes questionamentos. 

Mas na realidade sempre se sabe o real motivo, resta perceber se você quer aceitar a verdade e entrar em seu abismo particular por um tempo, enfrentar seus monstros e no fim... Perceber que você é uma pessoa espetacular, e que a sagacidade na verdade é um presente!

Beijos de Luz!

quarta-feira, 18 de março de 2015

Sonhos

Do you remember, Laura? by Lulina on Grooveshark


Talvez a geração de hoje não passe mais por isto, mas você que tem mais de 25 anos, sabe bem do que estou falando... Desde crianças, fomos ensinados que sonhar é para os ricos, que somos pequenos e que temos sonhos grandes demais para nós.

Tem uma música da Lulina, que fala exatamente sobre isso, e que me faz refletir muito sobre o assunto: 
"Quando era pequena eu achava que era grande, quando eu cresci eu encolhi..."
Quando éramos pequenos, tínhamos grandes sonhos, desejos e podíamos ser qualquer coisa que quiséssemos, porque tudo dependia apenas de nós e da nossa imaginação.

Já no fim da infância e inicio da adolescência, fomos ensinados que só seriamos pessoas sérias e confiáveis se tivéssemos uma vida a altura, eramos ensinados que os melhores profissionais são médicos, engenheiros e advogados. Que professores serão eternamente pobres e terão dificuldades de manter suas famílias, e que os artistas são vagabundos que não querem saber de trabalhar.

E as 'pessoas grandes' colocam na nossa cabeça que nossos sonhos são 'pequenos' demais, que temos que ser pessoas sérias, trabalhar para pagar nosso sustento e para ter uma família. 

Nossos pais não estavam de todo errados, afinal, essa foi a realidade que eles tiveram quando jovens, com baixas condições financeiras, num país onde a economia era totalmente decadente e onde as oportunidades, opções e empregos eram poucos, queriam que seus filhos tivessem uma vida digna e uma profissão que os garanta não passar por dificuldades financeiras.

E isso é o que os pais fazem, zelam por seus filhos da melhor forma que podem e isso não tem nada de errado!

Infelizmente, as pessoas grandes não nos ensinaram que quando somos realmente bons em algo e amamos aquilo que fazemos, as dificuldades tornam-se apenas mais um degrau pro sucesso, e que nenhum esforço é pouco para alcançar nossos verdadeiros sonhos.

Quando jovem, fui ensinada que a vida nas artes não era lucrativa, e que não teria apoio familiar para continuar nela, me ensinaram que a vida acadêmica não era satisfatória e que teria que estudar muito pra isso, acredito que essa tenha sido a realidade de muitas pessoas.

E na ilusão de que sermos bem sucedidos se tivermos as profissões das pessoas sérias e benquistas pela sociedade, abdicamos de todos os nossos sonhos pelo simples desejo de uma vida um pouco confortável.

O que não sabíamos, é que aquele sonho que era tão importante ficaria pra traz e que nem ao menos nos lembraríamos dele depois de adultos, depois que terminamos a faculdade, as especializações, temos um emprego digno, uma casa, uma família e que não temos mais tempo e nem vontade de começar de novo.

E morre ai, mais um sonho, e o conforto que ganhamos em nossa profissão na realidade resume-se na perda da juventude, na morte dos sonhos... Buscamos apenas a normalidade e já não vemos mais um arco-iris no céu. Tornamo-nos então, pessoas amarguradas, loucas pelo trabalho, que não tem sequer a oportunidade de acompanhar o crescimento de seus filhos.

Trabalhamos em demasia para dar uma educação decente a eles, vendemos um bem finito... Nosso tempo! E achamos que estamos nos sacrificando por nossos filhos, mas na realidade estamos sacrificando eles por nós, retirando deles o maior presente que poderíamos dar, nossa presença, e ensinando a eles que devem fazer o mesmo quando crescer.

Tudo em busca do conforto material, daquela semente que plantaram em nossas mentes... Para que nossos filhos possam ter o futuro que desejávamos ter e não pudemos.

Você percebe então que na realidade seus sonhos de antes eram grandes, mas os de hoje são pequenos demais.

E ai... Quanto tempo você vai esperar pra lutar por aquilo que realmente te faz feliz e superar as barreiras da normalidade e do preconceito?


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Amor em gôndolas

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Fazer compras nunca foi tão simples, basta ir ao supermercado, onde, por ordem de sessão  encontra-se as mais diversas utilidades,  com uma busca simplificada podemos adquirir diversos tipos de produtos, alternando entre cozinha, banheiro, esporte e até viagens.

E se essa introdução fosse escrita assim:

Encontrar um par perfeito nunca foi tão prático, basta ir ao facebook e com auxílio do Lulu e do Tubby saberemos por hashtags quais serão os escolhidos, é possível adquirir os mais diversos tipos de homens e mulheres apenas com buscas simplificadas de palavras-chaves, sendo capaz de proporcionar horas de prazer na cozinha, banheiro, esporte e até viagens inesquecíveis.

Acho um absurdo sem tamanho ter minha imagem sendo avaliada na internet sem minha prévia autorização! Principalmente com a indexação de dados, onde basta uma simples pesquisa no google para ser avaliada toda a sua vida! Alguém que simplesmente não 'curtiu' a sua cara, faz uma enquete sobre você e isto é tomado como verdadeiro?

Mas é claro que essa palhaçada não faria tanto sucesso se as pessoas não tivessem adorado a 'inovação', afinal, em um mundo onde a carência é sem tamanho o que importa é estar em evidência!

Ao que parece, muitas pessoas precisam dessa propaganda para se promover, inflar seu ego, se sentir melhor, vejo pessoas inclusive que pedem para amigos(as) fazerem avaliações sobre elas para auxiliar na promoção do marketing pessoal.

Sou da época que conhecíamos uma pessoa e pegávamos o telefone dela, depois de algum tempo trocava-se perfis do orkut onde servia apenas para troca de mensagens e visualização de fotos,  era pouca informação mas era bem bacana, porque eu podia escolher as fotos que iria colocar e de qualquer maneira a informação era estática.

Hoje vivemos em um tempo onde tudo que pesquisamos no google é utilizado para nos fornecer propagandas e spams por e-mail(isso mesmo, tudo o que você pesquisa e acessa forma um perfil sobre você), mal precisamos levantar a bunda da cadeira pra efetuar uma compra, então, por qual motivos iremos nos dar ao trabalho de conhecer alguém?

Fazemos amigos pelo facebook, trocamos ligações por whatsapp, chacoalhamos o live messenger. Então... Porque não facilitar ainda mais a interação? Já não basta ter uma rede social que diz sua preferencia musical, filmes preferidos, fotos, histórico de checkins e até como você está se sentindo, vamos perguntar pras pessoas que te conhecem o que elas acham de você, e pra aqueles que já experimentaram um pedacinho, vamos contar pra todo mundo como foi a experiência! Que tal?

Assim fica muito mais fácil, ninguém vai precisar passar pela fase de te conhecer, de perceber seus defeitos e qualidades, elas já sabem o que vão encontrar, e se você não for perfeito o suficiente, nem terá a chance de se apresentar, afinal, as redes sociais fazem isso por você!

Outro dia vi uma rede social de check in de coito, e eu então pergunto, a que ponto chegamos?


"Eu temo o dia em que a tecnologia ultrapasse nossa interação humana. Então o mundo terá uma geração de idiotas." Einstein

Sabe, aquele negócio de conhecer, de ficar horas conversando, de ir ao cinema ou só dar uma volta no parque. Parece que tudo isso ficou tão desnecessário, vamos otimizar o tempo, vamos queimar etapas, partimos então, direto para o que interessa, a perpetuação da espécie! Afinal, a vida é curta.

São poucos os casais que se interessam, difícil mesmo são relacionamentos duradouros, aliás, ninguém quer mais saber de compromisso, o ideal mesmo é facilitar as coisas.

Sabe o que é mais estranho de tudo isso? Nunca vi tanta gente com depressão como tenho visto no ultimo ano, tantas pessoas se sentindo solitárias, tantos utilizando antidepressivos. Uma imensa dificuldade de aceitar os caminhos da vida...  É engraçado, que se existe uma quantidade satisfatória de ferramentas para aproximar pessoas, porque cada vez nos afastamos mais?

A verdade é que está todo mundo cansado de tanta exposição, essa falsa sensação de proximidade, as pessoas próximas mas ao mesmo tempo tão distantes umas das outras, e nesse falso companheirismo que as redes sociais proporcionam, arranjamos sempre uma forma de mendigar por afeto, atenção e carinho de pessoas tão desesperadas quanto nós.

Pena que todos se esquecem que a coisa boa de viver não é estar online no mundo digital, mas online em sua própria vida!


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O Racional e o Espiritual

De acordo com o modelo HBDI (Herrmann Brain Dominance Intrument), o cérebro humano é subdividido em dois pólos, os quais são compostos pelo lado racional/lógico(Esquerdo) e sentimental/espiritual(Direito), sendo esses dois campos subdivididos em mais dois pedaços, temos então quatro pólos que podem ser denominados os quatro quadrantes.

Geralmente um desses dois pólos principais costuma ser mais desenvolvido que o outro, e em alguns casos mais não muito há um certo "equilíbrio" entre eles.

Certo dia em uma aula do MBA, descobri que tenho ambos os pólos em grande evolução e quase no mesmo patamar, o que me assustou e causou certa negação em primeiro momento, porém após sua aceitação respondeu algumas questões fundamentais para o meu desenvolvimento como ser humano.

Pessoas com o pólo lógico em maior evidência tendem a não acreditar em divindades nem possuir crenças que não possam ser racionalmente explicadas já no pólo oposto existem pessoas totalmente fervorosas, sempre preocupadas com religião e espiritualidade.

Após uma breve introdução sobre o assunto vamos adentrar em minha vida pessoal e experiências que são a melhor forma que possuo para exemplificar questões que simplesmente não fazem sentido algum.

Desde o nascida, fui criada em uma igreja evangélica de renome, onde cresci e fui doutrinada dentro das diretrizes cristãs, aprendendo sobre a bondade de Deus/Jesus como nosso salvador, além disso, tínhamos como exemplos de vida as escolinhas bíblicas onde nos ensinavam a ser pessoas bondosas e generosas com o próximo.

No decorrer de pouco mais de 14 anos o lugar nunca me agradou muito e sempre observei as pessoas que o frequentavam, haviam pessoas maravilhosas e bondosas que realmente acreditavam e viviam aquela doutrina como sua verdade, mas também existiam os 'picaretas' que alí estavam para comprar sua moradia no céu. 

Infelizmente eu ìa a igreja por obrigação, fazia muitas perguntas, tinha muitas dúvidas e não fazia as orações ou as lições semanais infantis. Desde criança, extremamente questionadora e de personalidade única, não suportava não entender o porquê de muitas coisas.

Foi quando aos 14 anos após o começo da vida profissional, fazia teatro e possuía outras atividades que não podiam ser adiadas aos sábados e domingos que finalmente consegui minha carta de alforria das obrigações evangélicas.

Desde o nascimento acumulei diversos problemas kármicos de aceitação aos caminhos que a vida resolveu me colocar à trilhar, com isso e todas as dificuldades que me recusava a aceitar me tornei uma pessoa totalmente cética, lógica e racional, por motivos problemas financeiros e falta de patrocínio abandonei artes cênicas e resolvi seguir minha até então segunda paixão Tecnologia, hoje sou formada em Ciência da Computação a qual se tornou meu verdadeiro amor.

Aos 20 anos, com o final de um relacionamento doentio, demorado e conturbado e com tempo de sobra pra ter minha própria companhia resolvi começar a trilhar o caminho do auto-conhecimento.


Depois de formada e alguns tombos, decidi dar prosseguimento aos meus estudos religiosos e levemente filosóficos, ainda com olhar cético, claro! Eu sempre dizia que um dia adotaria uma crença, mas essa crença iria me buscar.

Certo dia, uma vóz'inha' chamada consciência me pediu para frequentar um centro espírita, onde ouvi coisas ( que sequer questionei ) e que foram capazes de preencher perfeitamente algumas lacunas de dúvidas e o auto-conhecimento começou então a fazer maior sentido, foi então que minha vida mudou drásticamente(juntamente com os 20kgs eliminados).

Como gosto da liberdade de ir e vir, apesar de respeitar muito todas as crenças, filosofias e religiões, decidi seguir minha própria consciência que muito se aproximava dos ideais budistas.

Como se não tivesse sido o suficiente minha mente resolveu dar uma revirada de 180○ quando presenciei com pessoas queridas situações totalmente inexplicáveis aos cientistas, céticos e lógicos, e minha mente não estava preparada pra isso, ela não conseguia aceitar a fé.

Foi então que descobri muitos caminhos até o momento ocultos aos meus conhecimentos de pequena gafanhota, e fui mais uma vez empurrada pela mão do invisível a mudar minha visão do mundo e das religiões.

Senti o quanto uma vida cética é vazia e solitária, e que toda e qualquer crença é válida desde que seja para ajudar e não ferir outras pessoas. Existem muitas coisas ao nosso redor que não somos capazes de ver, mas isso não significa que elas não estejam lá.

Hoje tenho crenças religiosas que não podem ser simplesmente explicadas, somente sentidas, então não quero que ninguém as siga, nem as aceite, apenas as respeite assim como sempre fiz com as pessoas.

Fiquei feliz em obter mais respostas, e as coisas finalmente fazerem sentido, embora aos racionais nenhuma explicação seja suficiente! Fiquei triste em imaginar a quantidade de pessoas que não acreditam em nada, pessoas extremamente inteligentes, intelectuais, porém na escuridão, são como jarros vazios.

Viemos nessa vida para praticar o bem, a caridade, e existem muitas energias negativas que tentam se aproveitar dessa luz.

Nossa alma, nossa vida, não pode ser trocada ou barganhada de forma alguma, pagamos um preço muito alto pelo poder, pelas explicações científicas e nos sentimos cada vez mais vazios, é como se a existência não fizesse sentido algum.

Um dia estaremos velhos e solitários, sentados apreciando o vazio e nos perguntando o porquê de tanta solidão e tristeza... O porquê de termos ficado tanto tempo sentado esperando o trem que já vem, que já vem, que já vem...

Beijos, fiquem em paz.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Em busca da felicidade?


Tenho ouvido diversas pessoas me procurarem e precisarem de minha presença devido algum acontecimento triste ou simplesmente porque quer minha alegria por perto. Algumas pedem conselhos, outras ofendem, e outras simplesmente me enchem de amor e carinho!

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O que realmente me preocupa é a quantidade de pessoas tristes e insatisfeitas consigo mesmas e com suas próprias vidas, não me considero um aterro sanitário onde elas depositam seus lixos, porque além das tristezas também me procuram pra contar coisas boas, porém me preocupo com o rumo que a humanidade está tomando! 

Tento ajudar ao máximo as pessoas que estão ao meu redor, e não me poluir com os ambientes pesados e o negativismo alheio, para que eu possa sempre ter uma palavra amiga, procuro fazer as outras pessoas sorrirem mesmo quando minha unica vontade seja chorar, porque saber que fui capaz de proporcionar um sorriso há alguém me deixa extremamente feliz.

Vamos ajudar ao próximo, nada torna alguém mais nobre do que dedicar um pouco de sí à quem precisa de ajuda! 

Percebo que à cada dia que passa os anti-depressivos, ansiolíticos e calmantes são mais e mais procurados, o que não deveria ocorrer em uma sociedade que prega a felicidade e a busca como uma medida de vida a satisfação pessoal! 

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Vemos nos comerciais um monte de sorrisos brancos, um monte de pessoas felizes e saltitantes, nos bares as grupos sorrindo, mas quando elas estão sós, ou paradas no trânsito, ônibus, metrô, cansei de ver lágrimas caindo, e diversas vezes tive vontade de oferecer um ombro.

Vivemos de aparência, usamos botox, silicone, clínicas de estética, quando na realidade estamos apenas tentando ocultar nossa podridão interna que está a cada dia em maior evidência.

Somos vazios, esburacados e tristes, porém queremos mostrar ao outro uma imagem aceitável pelo simples medo de sermos rejeitados por nossos problemas, mesmo porquê quem vai se aproximar de alguém que só sabe chorar e reclamar da vida o tempo inteiro? De alguém podre por dentro e por fora?

Estamos camuflando nossa aparência externa para que possamos ser expostos na banca junto com as demais maçãs, e vamos pouco à pouco estragando as outras ao redor.

Alguém me diz o que está acontecendo com o mundo? 

Cada dia em uma rotina mais caótica, cheios de obrigações e agendas lotadas, não sobra tempo para um afago, para os amigos, não sobra tempo pra sí mesmo! 

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Nos grandes centros de circulação, em horários comerciais, vemos pessoas correndo o tempo todo atrasadas, de mau-humor, estressadas e olhando o relógio frenéticamente!

Não se fala mais bom dia pro padeiro, nem se agradece a caixa do mercado, expressões como: "Amém", "Tenha um bom dia", "MUITO obrigada.", "Bom trabalho" são cada dia mais raras, estamos nos tornando máquinas de produção? 

Porque ninguém olha um bichinho na rua? Porque ninguém diz bom dia pro sol, pra vida ou boa noite pra lua? Porque ninguém acorda feliz simplesmente pelo fato de ter acordado? Porque as pessoas reclamam de suas famílias ao invés de aceitá-las como são? Porque vemos defeito até no que é perfeito? Porque ninguém agradece por ter um alimento, um emprego, porque tratamos o capital humano como enlatados encontrados nas prateleiras de supermercado?

Será que sou tão antiquada assim? Será que ainda sou uma criança? Tenho um dia de trabalho exaustivo, percorro 65km por dia no meu trajeto e estou sempre disposta a sorrir, a ajudar um velhinho atravessar a rua, não sou melhor que as outras pessoas, não tenho super-poderes, minha vida não é perfeita, nem tenho tudo que sempre sonhei, mas eu to aqui, tô de pé e consigo andar com minhas próprias pernas.

Nada, NADA MESMO, me faz melhor que você, somos todos iguais... Mas... porquê você quer ver um mundo tão cinza? Ele é colorido sabia?


Do lado de cá!!! 

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