segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O que é a vida?!

Utilizar o raciocínio lógico para responder essa pergunta parece ser ideal, mas talvez não seja a maneira mais indicada.

Abujamra em seu programa Provocações não mede esforços para questionar seus interlocutores “O que é a vida?!”.

E ele não sossega enquanto os pensadores lhe respondem com respostas prontas ou raciocinadas, Abujamra busca alcançar a alma, aquela chama criadora que nos torna humanos.

A vida pra uma criança pode significar aquele único instante de riso e brincadeiras com amigos, ou um afago apertado da mãe ausente que trabalhou o dia inteiro.

Pra um mendigo desprendido de qualquer bem de consumo ou norma da sociedade a vida pode ser a companhia de seu cão, ou o alimento que acabou de conseguir por meio de uma esmola, provavelmente esse diria “A vida?! É isso aí!”

Um ganancioso diria que a vida é acumular bens, esse provavelmente é tão pobre que só tenha dinheiro.

Um depressivo diria que a vida é um grande monte de esterco.

Um apaixonado que ela é amor.

Mas o que é a vida afinal?! Um espaço de tempo que temos para desenvolvimento e ascensão espiritual? Espaço entre o nascimento e a morte?

Fecho os olhos mentalizando a palavra Vida e me vêm imagens como: crianças interagindo entre si, um bebê, o olhar dos meus bichos de estimação, o orvalho da manhã, uma montanha, cachoeira, mar, sol, um sorriso sincero, um choro, uma orquestra, balé...

Vida, tudo aquilo que me compõe, incompleta pelo que me falta, e completa pelo que sou.

Mas… O que é a vida?! Sinceramente, não faço ideia, não tenho essa resposta… Me ajuda a responder, por favor!?


terça-feira, 20 de junho de 2017

Onde Moras?

Moro por onde o vento passa
Um espaço eterno entre o inicio e o fim
Onde o inicio não tem começo
E o fim não tem tropeço.

Onde moras?
Ah... Por ai! 

Onde moras?
Moro onde a alegria prevalece
Onde os pássaros cantam 
A noite anoitece
e as águas encantam.

Alguns desistem,
outros insistem.

Onde moras?
Seu moço,
Eu não moro em lugar algum
Eu moro em mim,
Me deixe ser assim.

Sou livre, apenas.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Amor?


Quem é esse tal de amor?
De onde vem e o que ele come?
As religiões pregam amor,
As pessoas pregam amor...

"A única verdade é o amor!" Eles dizem...
Mas, o que é o amor então?

Não entendo desse tal de amor, 
Na minha vida ele sempre veio disfarçado...
Com uma voz doce e um brilho no olhar.
Mas um coração putrefato,
Como no conto do Barba Azul.

Estamos na era da individualidade,
O outro só me serve se for uma extensão de mim mesmo. 
As religiões?
Essas são escolhidas de acordo com sua serventia em meu modo de viver. 
E se amanhã eu mudar, que problema há?
Nenhum, Darwin comprovou em sua teoria da evolução das espécimes que: somente os seres adaptáveis a mudanças estão aptos a sobrevivência.

Em contrapartida "eu não vou me adaptar" é o grande jargão da mocidade.
Onde eu mudo todos os dias, mas não pra me adaptar, na verdade, quero que o outro se adapte a mim.
Será que sobrevivo assim? 

Difícil coexistir com tantas variáveis...
O homem em toda sua 'pré-potência' modifica o entorno,
procurando atender a si mesmo.

Existe amor genuíno afinal?
Porque o que tenho observado é um amor egocêntrico.
Onde o ser que habita em mim domina o ser que habita em você.
Isso é amor ou será que estamos enlouquecendo?

Talvez esse tal de amor seja um bicho, quase extinto, mas preservado em algum lugar.
Talvez ele seja como uma borboleta que aparece na primavera,
Ou então, um bicho arisco cansado de ser machucado,
Que se camufla como um camaleão, apenas pra se proteger.
Mas ele deve estar escondido em algum lugar.



sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Ingenuidade



Getty Images, todos os direitos reservados.
Viver é uma delícia, mas pra viver é preciso crescer. E crescer... Dói!

Dilacera a carne, os sonhos, a alma, e nada é mais doloroso que a dilaceração da alma.

Imagino o amadurecimento como um treino de musculatura... Você precisa forçar o rompimento dos músculos para que eles se regenerem e fiquem mais fortes, alguma semelhança com a realidade?

O crescimento significa a morte de sua ingenuidade é o momento em que abrimos os olhos pra vida e pra tudo que nos cerca, as decepções e dores tiram a venda dos contos de fadas e acordamos então em uma nova realidade, é uma queda... Que você pode decidir se trata-se de um abismo ou se é simplesmente uma nova perspectiva.

Algumas pessoas nunca 'acordam', passam a vida com um EU inventado e adaptado a qualquer outro eu, se esgueirando por entre as sombras e fantasiando uma realidade que não existe, anulando a sí e a tudo o que acredita... 

A auto-anulação é tão nociva a saúde, que uma pessoa cheia de vida e sonhos é capaz de se tornar mais um zumbi entre a sociedade, existem pessoas que se anulam de tal forma que sentem um vazio de si mesmas, como um abismo em si.

Pessoas que ao invés de buscar no seu proprio eu a completitude buscam em outros aquilo que não são capazes de proporcionar a si mesmo.

Chegam então as depressões, as tristezas, as angústias... E a pegunta que nos fazermos sempre é: "Porque?" nunca 'sabe' responder os motivos de todos estes questionamentos. 

Mas na realidade sempre se sabe o real motivo, resta perceber se você quer aceitar a verdade e entrar em seu abismo particular por um tempo, enfrentar seus monstros e no fim... Perceber que você é uma pessoa espetacular, e que a sagacidade na verdade é um presente!

Beijos de Luz!

quarta-feira, 18 de março de 2015

Sonhos

Do you remember, Laura? by Lulina on Grooveshark


Talvez a geração de hoje não passe mais por isto, mas você que tem mais de 25 anos, sabe bem do que estou falando... Desde crianças, fomos ensinados que sonhar é para os ricos, que somos pequenos e que temos sonhos grandes demais para nós.

Tem uma música da Lulina, que fala exatamente sobre isso, e que me faz refletir muito sobre o assunto: 
"Quando era pequena eu achava que era grande, quando eu cresci eu encolhi..."
Quando éramos pequenos, tínhamos grandes sonhos, desejos e podíamos ser qualquer coisa que quiséssemos, porque tudo dependia apenas de nós e da nossa imaginação.

Já no fim da infância e inicio da adolescência, fomos ensinados que só seriamos pessoas sérias e confiáveis se tivéssemos uma vida a altura, eramos ensinados que os melhores profissionais são médicos, engenheiros e advogados. Que professores serão eternamente pobres e terão dificuldades de manter suas famílias, e que os artistas são vagabundos que não querem saber de trabalhar.

E as 'pessoas grandes' colocam na nossa cabeça que nossos sonhos são 'pequenos' demais, que temos que ser pessoas sérias, trabalhar para pagar nosso sustento e para ter uma família. 

Nossos pais não estavam de todo errados, afinal, essa foi a realidade que eles tiveram quando jovens, com baixas condições financeiras, num país onde a economia era totalmente decadente e onde as oportunidades, opções e empregos eram poucos, queriam que seus filhos tivessem uma vida digna e uma profissão que os garanta não passar por dificuldades financeiras.

E isso é o que os pais fazem, zelam por seus filhos da melhor forma que podem e isso não tem nada de errado!

Infelizmente, as pessoas grandes não nos ensinaram que quando somos realmente bons em algo e amamos aquilo que fazemos, as dificuldades tornam-se apenas mais um degrau pro sucesso, e que nenhum esforço é pouco para alcançar nossos verdadeiros sonhos.

Quando jovem, fui ensinada que a vida nas artes não era lucrativa, e que não teria apoio familiar para continuar nela, me ensinaram que a vida acadêmica não era satisfatória e que teria que estudar muito pra isso, acredito que essa tenha sido a realidade de muitas pessoas.

E na ilusão de que sermos bem sucedidos se tivermos as profissões das pessoas sérias e benquistas pela sociedade, abdicamos de todos os nossos sonhos pelo simples desejo de uma vida um pouco confortável.

O que não sabíamos, é que aquele sonho que era tão importante ficaria pra traz e que nem ao menos nos lembraríamos dele depois de adultos, depois que terminamos a faculdade, as especializações, temos um emprego digno, uma casa, uma família e que não temos mais tempo e nem vontade de começar de novo.

E morre ai, mais um sonho, e o conforto que ganhamos em nossa profissão na realidade resume-se na perda da juventude, na morte dos sonhos... Buscamos apenas a normalidade e já não vemos mais um arco-iris no céu. Tornamo-nos então, pessoas amarguradas, loucas pelo trabalho, que não tem sequer a oportunidade de acompanhar o crescimento de seus filhos.

Trabalhamos em demasia para dar uma educação decente a eles, vendemos um bem finito... Nosso tempo! E achamos que estamos nos sacrificando por nossos filhos, mas na realidade estamos sacrificando eles por nós, retirando deles o maior presente que poderíamos dar, nossa presença, e ensinando a eles que devem fazer o mesmo quando crescer.

Tudo em busca do conforto material, daquela semente que plantaram em nossas mentes... Para que nossos filhos possam ter o futuro que desejávamos ter e não pudemos.

Você percebe então que na realidade seus sonhos de antes eram grandes, mas os de hoje são pequenos demais.

E ai... Quanto tempo você vai esperar pra lutar por aquilo que realmente te faz feliz e superar as barreiras da normalidade e do preconceito?


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