quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Morrer


Cessar a cada dia mais...
Cessar a pessoa ranzinza...
Cessar os velhos hábitos, as más manias...
Cessar o apego...
Cessar o que não me agrega...
EU VIVO!
Vivo porque caminho sempre pra frente, e isso tudo não me acompanha mais...
Vivo porque perco os medos, mas ao mesmo tempo...
Vivo porque persisto, porque caminho...
Vivo porque amo, sou feliz...
Vivo porque aprendo a apreciar as coisas boas...
Vivo e grito à liberdade!

De acordo com o dicionário a palavra MORTE significa:
                • Cessar de viver. 
                • Secar-se. 
                • Extinguir-se, acabar. 
                • Não vingar. 
                • Não chegar a concluir-se. 
                • Desaguar. 
                • Cair em esquecimento. 
                • Definhar. 
                • Perder o brilho. 
                • Morte.




Porque associar a palavra morte somente a um significado ruim?

Vamos mudar nossa forma de pensar, de olhar, e ver quantos bons significados essa palavra pode ter, se algo não vinga em sua vida é porque não lhe pertence, porque estar tão apegado à algo que na verdade nunca foi seu?

Quantas vezes já olhou em seu guarda-roupa e viu roupas que não lhe servem? Algo que nunca usou? Algo que perdeu o brilho pra você? Quantas pessoas poderiam ser feliz com a sua ‘morte’ e ainda assim, você conserva aquilo que na maioria das vezes traz péssimas energias, lhe faz mal!

A energia é como a água, que precisa estar em movimento para que não crie dengue e tenha que ser descartada, muitas vezes afetando quem acumulou o resíduo.

Pensando frio e racionalmente, se durante toda uma vida você teve as mesmas atitudes e não obteve resultados diferentes do que já possui hoje, não houveram bons frutos, tampouco grandes novidades, somente meios termos, fica aqui uma perguntinha: PORQUE VOCÊ ACHA QUE AGORA ISSO IRÁ MUDAR?! 

Sim... Claro... Você gosta de se iludir, vive no mar da ilusão, você acredita que sua vida real é tão medíocre que prefere viver naquela que você fantasiou em sua mente, ela parece ser bem melhor não é?!

“Mas Ariane... Olha o que você está falando... Baboseira total!”

Baboseira mesmo?

Se você soubesse o quanto viver é bom e a infinidade de possibilidades que o horizonte nos dá, você já teria jogado tudo pro alto e ido em frente, sem medos, sem apegos, com a certeza de que o melhor está por vir!

Mate aquilo que te destrói, mate a si mesmo se for necessário, permita-se renascer das cinzas.

Quando digo que o sol nasce para todos não estou lhe dizendo mais um clichê, falo com o coração, falo com fundamento e conhecimento de causa!

Na realidade o que eu quero mesmo... É enfiar de goela a baixo a verdade do quanto você poderia ser realmente feliz se o quisesse, se tomasse a decisão!

Mate os velhos hábitos, as velhas manias, os velhos sonhos desbotados... Quem sonha demais, vive de menos!

Planos, anseios, desejos, todos temos, a vida não é nada sem perspectivas, mas daí a viver de ilusões e sonhos, esperando ansiosamente que eles se realizem para que somente então você possa experimentar a felicidade, é pura bobagem, pura quimera!

A vida acontece aqui e agora! Saia desse casulo que você intitula de vida, reforme sua casa, reformule suas perguntas, cambie as respostas, ande de pernas pro ar, faça como a Xuxa e pinte um arco-íris de energia!

Permita-se escrever uma nova história, sem passados, sem olhar congestionado, uma história onde você possa emanar paz, alegria, prosperidade... Amor!

Quer experimentar um bom exercício? Deite na ponta da cama e observe o mundo de ponta cabeça, veja como existem coisas diferentes que você nunca havia visto!

Você não tem o poder de não ter um passado, mas você tem a capacidade de ignorá-lo, de esquecer as dores que ele lhe causou, você tem competência para mudar a si mesmo e criar um novo futuro!

Portanto basta apenas morrer, só mudamos realmente quando nos esvaziamos de tudo, quando abrimos nossas mentes para novas idéias, novos mundos.

“Purifica o teu coração antes de permitires que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo.”
Pitágoras

Se hoje me permites lhe dar um conselho... Morra!


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Mentes manipuláveis


Assisti um filme que me fez pensar bastante em algumas situações na vida, o nome é Laranja Mecânica um filme alternativo do bem conceituado Stanley Kubrick, elogiado por uns e criticado por outros.

O enredo trata-se de um jovem(Alex) que gosta de praticar a violência juntamente com sua gangue, no meio de um de seus ataques é pego pela polícia onde tem de cumprir dois anos de cadeia e é submetido a um tratamento para eliminar a violência de sua mente, após o tratamento Alex torna-se incapaz de fazer mal a uma mosca, aproveitando-se de sua fragilidade é então que todos aqueles a quem ele prejudicou resolvem se vingar, e em um ato de desespero o jovem tenta o suicídio, com isso é usado como munição contra o governo que para reverter a situação resolve protegê-lo.

Enfim... O filme é muito interessante, mas não estou aqui para criticar o filme em si, o que chamou a atenção é a forma como a mente de Alex é manipulada durante o tratamento para sua cura. Um garoto bonito, inteligente, brilhante, transformado pela sociedade em um grande saco de esterco ambulante sem atitudes próprias, pois essa é a reabilitação imposta!

Se analisarmos a reação de indignação das pessoas ao assistir o filme, na realidade não é a "ultra-violência" ou as cenas de sexo em si que incomodam, mas a forma natural como a qual esses atos são tratados pelos jovens. Ao meu ver é isso que as pessoas sentem ao assistir o filme, principalmente nas cenas mais marcantes: "Como alguém pode fazer isso? A mãe deles não ensinou que aquilo era errado?", voltamos então ao ato de desbastar fazendo com que nos sintamos envergonhados, Alex e seus drugues aparentam não possuir o fragmento censurado em suas personalidades, o que faz com que seu parcela sádica aja sem exprobração.

Levo o tema ainda mais além, o tratamento imposto ao jovem para livrar-se da ultra-violência é a própria exposição a violência, de forma que ele não possa ser responsável, ou seja, responder por suas atitudes quando trata-se de infligir as 'leis' que lhe foram impostas, logo, não roubar, não matar, não brigar, não transar...

Quantas vezes somos podados como se nossos atos fossem totalmente incorretos? Isso abordando um contexto geral da vida, alguém colocou em nossas mentes que não podemos mentir, que não podemos trair, e tantas outras coisas que não são permitidas. Crescemos então com uma censura psicológica enraizada em nossas mentes.

Mas sabe o que nunca nos disseram? Que devemos tomar nossas decisões por nós e não pelas outras pessoas. Nos ensinaram a ser éticos, a agir dentro do padrão de "normalidade" e nos disseram que uma pessoa que não é aceita, não é feliz! Criaram as regras em scripts para que tivéssemos que segui-las.

Foram tão longe com essas afirmações que criaram leis, religiões, ditaduras... E nós, por não nos responsabilizarmos por nossos próprios atos, seguimos!

Pergunto-lhe então... Alguém, algum dia lhe ensinou o que é ser responsável? O que é ser fiel? O que é felicidade? Ou você simplesmente leu mais um script?

Não ser vingativo porque vingança não te agrega nada e cada um tem o que merece, não mentir pois toda traição é uma mentira, não trair não pelo outro, por achar que ele não merece mas porque você não merece, porque você não precisa, porque você se respeita e por se respeitar você quer que todas essas regras vão para o espaço, juntamente com núcleo da normalidade.

Devemos nos soltar dessas censuras impostas, destas regras, devemos agir de acordo com nossa índole.

Quando você toma uma determinada atitude e depois se sente culpado, já parou para se perguntar se o sentimento de culpa é porque você agiu diferente de seus princípios ou se é porque você agiu diferente da censura a ti imposta por vários fatores? Complicado diferenciar não é?

De que adianta pensar de uma forma, se agir de outra totalmente diferente? Um homem é medido pelos seus atos e não pelos seus sentimentos.


Você é fiel a sí ou se permite ser manipulado?


Obs. Este texto não trata-se de uma crítica ou uma explicação do filme Laranja Mecânica, mas de alguns de meus devaneios pessoais ao assistir o mesmo, Kubrick é gênio demais para que no momento eu possa expressar alguma critica infeliz a respeito desta obra de arte!
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