terça-feira, 31 de janeiro de 2012

23


Acredita-se no enigma do número 23.
Embora agrade-me mais o número 21,
23 é um número pesado,
deveras incomodo à uma criança,
insignificante à um adulto.

A muleta entrará em desuso,
Não haverá mais troféu à ostentar,
Nem atos de heroísmo...

São intoleráveis as margens de Februus.
As quais afetam-me com branda melancolia,
Os olhos como nascentes desaguam no mar de prantos,
Cuja a origem é desconhecida.

É como se não pudesse coexistir o infanto e o sexual.
Os lábios murmuram àsperas palavras
as quais serão descartadas na manhã seguinte.
Mas se este é meu momento de dor, senti-lo-ei.


Ariane Galindo

Um comentário:

  1. Prefiro 42! Adorei sua poesia!!O Mais interessante é que pode possuir vários sentidos, isso torna a própria poesia um enigma, linda jogada com o 23.

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