quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Filme: A Vida É Bela




"Esta é uma história simples;
no entanto, não é fácil contá-la.
Como numa fábula, há dor...
e, como uma fábula, ela é cheia
de maravilhas e de felicidade."


Um filme riquíssimo dirigido e estrelado por Roberto Benigni, concorreu Oscar com Central do Brasil e claro... Ganhou!

Não quero desmerecer a obra brasileira que também foi muito bem cotada, mas seria uma covardia deixar tal relíquia sem o merecido reconhecimento!

Em italiano intitulado como La vita è Bella, veio para nos ensinar muitas coisas, filme este que merece dezenas de adjetivos como belo, harmonioso, suave, amoroso, gentil, e diversos outros que não consigo descrever com palavras neste momento tamanha a alegria sentida.

Em uma comédia dramática capaz de nos fazer sorrir e chorar, Benigni consegue transpor com sua direção uma extensa cartilha de sentimentos: o real significado do amor, auto-estima, aceitação, ângulo de visão, etc.

O filme apresenta o amor incondicional de um homem por sua família, pessoa que não mede esforços para ver os entes queridos felizes, pessoa essa que vive a fantasia apesar de todos os problemas, e que é capaz de tirar da pior situação um sorriso, uma alegria! 

Guido(interpretado por Roberto) convence seu filho Giosué(Giorgio Cantarini) de que estão em um jogo que está prestes a acabar e que irão ganhar a competição, a criança apesar de sofrer um pouco vibra com os acontecimentos e segue atentamente as 'dicas' de seu pai, uma linda criança que de mimada não tem nada, passa dias escondido em um cativeiro para Judeus, comendo restos de pães e tendo até que ficar sem se comunicar para proteger sua identidade! No fundo ele sabe que tudo aquilo não passa de uma prisão, mas Giosué cresceu acreditando na felicidade, na fantasia e  na beleza da vida. 



"- Vamos, Giosué.
"Proibida a entrada de judeus... "
- Vamos, Giosué!
- Por que cachorros e judeus não podem entrar lá, papai?
- Eles não querem judeus e cachorros. Cada um faz o que quer. Tem uma loja de ferramentas ali... onde não deixam entrar espanhóis e cavalos. E eu fui à farmácia com um chinês amigo meu que tem um canguru... mas não pudemos entrar, não queriam chineses e cangurus. Eles não gostam, fazer o quê?
- Mas a gente deixa todo mundo entrar na livraria.
- Não! Vamos pôr um cartaz também. Do que você não gosta?
- De aranhas. E você?
- Eu? De visigodos. 
- Amanhã escreveremos: "Proibida a entrada de aranhas e visigodos." Esses visigodos já me encheram!"

Além de todo o senso comum que podemos observar no enredo da história, há algo que muito me chamou atenção... O relacionamento de generosos nessa família do inicio ao fim! A forma como Guido mesmo pertencendo a parte baixa da sociedade ensina seu filho que não deve haver discriminação e que ambos são iguais a todos os outros.

Dora(Nicoletta Braschi) esposa de Guido, então professora da rede de ensino, renuncia uma vida de regalias e benefícios pelo amor, os pertences não lhe são importantes quando trata-se de sua felicidade, uma não judia que se casa com um judeu, fato que possa ser comparado nos dias atuais em abrir mão de sua liberdade. Em seguida, quando descobre que sua familia foi 'sequestrada' pelos nazistas se impõe para ir presa junto à sua familia.

Guido que abdica de tudo para manter a felicidade de seu filho e esposa, fantasia todos os acontecimentos como um conto de fadas independente do grau de criticidade, o personagem não consegue transpor a parte ruim da situação e acredita que a vida é bela, que com um pouco de alegria é capaz de fazer feliz aqueles que ama. A forma como ele cria seu filho é realmente um ato de sabedoria imenso, não consigo imaginar tais atitudes na atualidade, as ações parecem ser tão perfeitas que sequer aparentam ser de um ser humano passível de falhas.

Esse conjunto de acontecimentos tem muito a nos apresentar, a nos ensinar, podemos ver claramente que um casal de generosos gerou um fruto ainda mais generoso.

Guido vem ainda nos ensinar a aceitar a vida como ela é, aceitar nossa origem e nossos problemas, sem conflitos, facilitando o andar da carruagem.

A Vida é Bela nos faz sentir vergonha de nós mesmos, de reclamar de momentos que nem de longe possam se igualar aos apresentados no filme! 

Nos faz acreditar que a vida realmente é bela, que um sonho sempre pode ser possível!

O que posso dizer pra descrever o sentimento de alegria ao presenciar tamanha obra de arte é: lágrimas, alegria, perfeição e plenitude!



A Vida é Bela!!!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Engrenagem

Getty Images todos os direitos reservados

Tanta auto-destruição,
Tanto medo,
Tantas anulações...

Existe muito além do visível,

É dificil assumir a si mesmo?

Coitadismo é mais cômodo que atitudes


Espera é menos eficaz mas lhe oferece um apoio, um encosto...

Pequenas muletas confortáveis...

O homem está em busca constante por conforto,

por estagnação,

assim o mundo segue o ciclo,

você é apenas mais uma engrenagem,

E a máquina da manipulação continua onde está... No Poder! 


Faça mais... 
Seja aleatório...
Assuma o poder!
Ariane Galindo


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