terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O Racional e o Espiritual

De acordo com o modelo HBDI (Herrmann Brain Dominance Intrument), o cérebro humano é subdividido em dois pólos, os quais são compostos pelo lado racional/lógico(Esquerdo) e sentimental/espiritual(Direito), sendo esses dois campos subdivididos em mais dois pedaços, temos então quatro pólos que podem ser denominados os quatro quadrantes.

Geralmente um desses dois pólos principais costuma ser mais desenvolvido que o outro, e em alguns casos mais não muito há um certo "equilíbrio" entre eles.

Certo dia em uma aula do MBA, descobri que tenho ambos os pólos em grande evolução e quase no mesmo patamar, o que me assustou e causou certa negação em primeiro momento, porém após sua aceitação respondeu algumas questões fundamentais para o meu desenvolvimento como ser humano.

Pessoas com o pólo lógico em maior evidência tendem a não acreditar em divindades nem possuir crenças que não possam ser racionalmente explicadas já no pólo oposto existem pessoas totalmente fervorosas, sempre preocupadas com religião e espiritualidade.

Após uma breve introdução sobre o assunto vamos adentrar em minha vida pessoal e experiências que são a melhor forma que possuo para exemplificar questões que simplesmente não fazem sentido algum.

Desde o nascida, fui criada em uma igreja evangélica de renome, onde cresci e fui doutrinada dentro das diretrizes cristãs, aprendendo sobre a bondade de Deus/Jesus como nosso salvador, além disso, tínhamos como exemplos de vida as escolinhas bíblicas onde nos ensinavam a ser pessoas bondosas e generosas com o próximo.

No decorrer de pouco mais de 14 anos o lugar nunca me agradou muito e sempre observei as pessoas que o frequentavam, haviam pessoas maravilhosas e bondosas que realmente acreditavam e viviam aquela doutrina como sua verdade, mas também existiam os 'picaretas' que alí estavam para comprar sua moradia no céu. 

Infelizmente eu ìa a igreja por obrigação, fazia muitas perguntas, tinha muitas dúvidas e não fazia as orações ou as lições semanais infantis. Desde criança, extremamente questionadora e de personalidade única, não suportava não entender o porquê de muitas coisas.

Foi quando aos 14 anos após o começo da vida profissional, fazia teatro e possuía outras atividades que não podiam ser adiadas aos sábados e domingos que finalmente consegui minha carta de alforria das obrigações evangélicas.

Desde o nascimento acumulei diversos problemas kármicos de aceitação aos caminhos que a vida resolveu me colocar à trilhar, com isso e todas as dificuldades que me recusava a aceitar me tornei uma pessoa totalmente cética, lógica e racional, por motivos problemas financeiros e falta de patrocínio abandonei artes cênicas e resolvi seguir minha até então segunda paixão Tecnologia, hoje sou formada em Ciência da Computação a qual se tornou meu verdadeiro amor.

Aos 20 anos, com o final de um relacionamento doentio, demorado e conturbado e com tempo de sobra pra ter minha própria companhia resolvi começar a trilhar o caminho do auto-conhecimento.


Depois de formada e alguns tombos, decidi dar prosseguimento aos meus estudos religiosos e levemente filosóficos, ainda com olhar cético, claro! Eu sempre dizia que um dia adotaria uma crença, mas essa crença iria me buscar.

Certo dia, uma vóz'inha' chamada consciência me pediu para frequentar um centro espírita, onde ouvi coisas ( que sequer questionei ) e que foram capazes de preencher perfeitamente algumas lacunas de dúvidas e o auto-conhecimento começou então a fazer maior sentido, foi então que minha vida mudou drásticamente(juntamente com os 20kgs eliminados).

Como gosto da liberdade de ir e vir, apesar de respeitar muito todas as crenças, filosofias e religiões, decidi seguir minha própria consciência que muito se aproximava dos ideais budistas.

Como se não tivesse sido o suficiente minha mente resolveu dar uma revirada de 180○ quando presenciei com pessoas queridas situações totalmente inexplicáveis aos cientistas, céticos e lógicos, e minha mente não estava preparada pra isso, ela não conseguia aceitar a fé.

Foi então que descobri muitos caminhos até o momento ocultos aos meus conhecimentos de pequena gafanhota, e fui mais uma vez empurrada pela mão do invisível a mudar minha visão do mundo e das religiões.

Senti o quanto uma vida cética é vazia e solitária, e que toda e qualquer crença é válida desde que seja para ajudar e não ferir outras pessoas. Existem muitas coisas ao nosso redor que não somos capazes de ver, mas isso não significa que elas não estejam lá.

Hoje tenho crenças religiosas que não podem ser simplesmente explicadas, somente sentidas, então não quero que ninguém as siga, nem as aceite, apenas as respeite assim como sempre fiz com as pessoas.

Fiquei feliz em obter mais respostas, e as coisas finalmente fazerem sentido, embora aos racionais nenhuma explicação seja suficiente! Fiquei triste em imaginar a quantidade de pessoas que não acreditam em nada, pessoas extremamente inteligentes, intelectuais, porém na escuridão, são como jarros vazios.

Viemos nessa vida para praticar o bem, a caridade, e existem muitas energias negativas que tentam se aproveitar dessa luz.

Nossa alma, nossa vida, não pode ser trocada ou barganhada de forma alguma, pagamos um preço muito alto pelo poder, pelas explicações científicas e nos sentimos cada vez mais vazios, é como se a existência não fizesse sentido algum.

Um dia estaremos velhos e solitários, sentados apreciando o vazio e nos perguntando o porquê de tanta solidão e tristeza... O porquê de termos ficado tanto tempo sentado esperando o trem que já vem, que já vem, que já vem...

Beijos, fiquem em paz.


Um comentário:

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