terça-feira, 4 de abril de 2017

Amor?


Quem é esse tal de amor?
De onde vem e o que ele come?
As religiões pregam amor,
As pessoas pregam amor...

"A única verdade é o amor!" Eles dizem...
Mas, o que é o amor então?

Não entendo desse tal de amor, 
Na minha vida ele sempre veio disfarçado...
Com uma voz doce e um brilho no olhar.
Mas um coração putrefato,
Como no conto do Barba Azul.

Estamos na era da individualidade,
O outro só me serve se for uma extensão de mim mesmo. 
As religiões?
Essas são escolhidas de acordo com sua serventia em meu modo de viver. 
E se amanhã eu mudar, que problema há?
Nenhum, Darwin comprovou em sua teoria da evolução das espécimes que: somente os seres adaptáveis a mudanças estão aptos a sobrevivência.

Em contrapartida "eu não vou me adaptar" é o grande jargão da mocidade.
Onde eu mudo todos os dias, mas não pra me adaptar, na verdade, quero que o outro se adapte a mim.
Será que sobrevivo assim? 

Difícil coexistir com tantas variáveis...
O homem em toda sua 'pré-potência' modifica o entorno,
procurando atender a si mesmo.

Existe amor genuíno afinal?
Porque o que tenho observado é um amor egocêntrico.
Onde o ser que habita em mim domina o ser que habita em você.
Isso é amor ou será que estamos enlouquecendo?

Talvez esse tal de amor seja um bicho, quase extinto, mas preservado em algum lugar.
Talvez ele seja como uma borboleta que aparece na primavera,
Ou então, um bicho arisco cansado de ser machucado,
Que se camufla como um camaleão, apenas pra se proteger.
Mas ele deve estar escondido em algum lugar.



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